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Frente a frente

Real Drum e Classic Drum em confronto

Há uma pergunta que aparece a quem procura uma bateria para o telemóvel e encontra duas do mesmo autor, com descrições quase decalcadas. Instalei as duas ao mesmo tempo e passei uma semana a alternar, à procura de uma diferença que justificasse a existência de ambas. Encontrei-a, embora seja mais pequena do que se esperaria. Adianto já o essencial: não faz sentido nenhum ter as duas no mesmo telemóvel, e a maior parte das pessoas será feliz com qualquer uma delas.

Ícone de Real Drum: bateria eletrônica

Real Drum: bateria eletrônica

Kolb Apps · 4,3 na Google Play · a minha nota: 7,2

Ícone de Classic Drum: toque bateria

Classic Drum: toque bateria

Kolb Apps · 4,3 na Google Play · a minha nota: 6,7

Real Drum: bateria eletrônica e Classic Drum: toque bateria, critério a critério
CritérioReal Drum: bateria eletrônicaClassic Drum: toque bateriaFico com
Resposta ao toqueimediata, aguenta rufos rápidosigualmente rápida, sem diferença que noteEmpate
Paleta sonoramais brilhante, com pratos à frentemais seca e próxima de madeiraClassic Drum: toque bateria
Disposição no ecrãpeças espalhadas, alcance confortável para polegaresconjunto mais compacto, toques menos precisosReal Drum: bateria eletrônica
Criação de padrõessequenciador claro, passos fáceis de lermesma ferramenta, mesma lógicaEmpate
Aprendizagem guiadaaulas em vídeo e acompanhamentosconjunto equivalente de aulasEmpate
Primeira meia horapercebe-se tudo sem ler nadaexige mais tentativa e erroReal Drum: bateria eletrônica

Comparação feita com auscultadores e no altifalante do telemóvel, porque as duas coisas dão resultados diferentes.

O mesmo esqueleto por baixo

Não há aqui uma revolução escondida. As duas aplicações vêm do mesmo estúdio e partilham tudo o que interessa na estrutura: lições em vídeo para quem nunca pegou em baquetas, acompanhamentos para tocar por cima e um sequenciador onde se montam padrões passo a passo. Quem aprender numa sabe usar a outra em dois minutos. Digo isto no princípio para poupar tempo a quem esperava descobrir que uma delas é a versão séria e a outra o brinquedo.

Onde os ouvidos notam a diferença

A diferença real está no som e na forma como o kit se apresenta. O Real Drum soa mais elétrico e aberto, com pratos que ocupam espaço e uma caixa afiada; convence quem quer acompanhar música com guitarras. O Classic Drum vai buscar uma sonoridade mais seca, próxima de um conjunto acústico gravado numa sala pequena, e assenta melhor em coisas lentas. Com auscultadores decentes a distinção é evidente; no altifalante do telemóvel, confesso que quase desaparece.

Dedos, ecrã e precisão

Uma bateria tocada com dois dedos vive da distância entre os elementos. Aqui o Real Drum leva ligeira vantagem: as peças ficam mais afastadas e é mais difícil acertar no prato quando se queria a tarola. No Classic Drum o conjunto está mais junto, o que fica bonito e cria enganos em passagens rápidas. Num tablet a queixa desaparece nos dois casos. Num telemóvel pequeno, é a diferença entre tocar um padrão limpo e ouvir uma pancada a mais.

A minha escolha

Escolho o Real Drum, por uma margem estreita e por motivos práticos: o kit está mais espalhado, perdoa mais aos dedos grossos e a paleta encaixa em mais géneros. É o que recomendo a quem só quer bater em qualquer coisa ao fim do dia.

O Classic Drum ganha se o objetivo for acompanhar música acústica ou se gostar de um som mais contido — e ganha claramente em tablet, onde o problema de precisão deixa de existir. Entre os dois, o erro seria ficar com ambos e nunca decidir.